Assinatura do acordo e partes envolvidas
O acordo foi formalizado em 1 de setembro de 2026, com a assinatura dos representantes das três instituições parceiras.
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – presidente Kassio Nunes Marques
- Companhia Energética de Brasília (CEB) – presidente Elie Chidiac
- Terracap – presidente Júlio César de Azevedo Reis
O objetivo central do pacto é compensar 100 % do consumo anual de eletricidade do TSE, inclusive durante o período eleitoral, por meio da energia gerada pela usina fotovoltaica Catetinho, que será integrada à unidade solar já instalada na sede do Tribunal.
Características técnicas da Usina Catetinho
A Usina Catetinho foi projetada para atender integralmente à demanda energética do Tribunal Superior Eleitoral, combinando alta eficiência e rapidez na entrega.
- Capacidade instalada: 4,02 MWp
- Número de módulos solares: 5 628 unidades fotovoltaicas
- Produção estimada: aproximadamente 7,7 milhões kWh/ano
- Estágio de conclusão da obra: 98 % concluído
- Investimento total: R$ 15,8 milhões
- Consórcio responsável pela construção e operação: CEB Par‑Terracap
Integração com a unidade solar existente do TSE
A nova usina fotovoltaica será conectada à infraestrutura elétrica já instalada na sede do Tribunal Superior Eleitoral, que dispõe de uma unidade de aproximadamente 1 MW. Essa interligação eleva a capacidade total de geração para cerca de 5 MW, valor suficiente para suprir integralmente o consumo anual do órgão, inclusive durante o período eleitoral.
O processo de integração seguirá as etapas operacionais abaixo:
- Interconexão física: os cabos de saída da nova usina serão ligados ao ponto de conexão da subestação do TSE, utilizando transformadores de potência adequados para harmonizar tensões e garantir a estabilidade da rede interna.
- Controle centralizado: um sistema SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) será implantado para monitorar em tempo real a produção de ambas as instalações, permitindo ajustes automáticos de fluxo de energia conforme a demanda do TSE.
- Gestão de energia (EMS): o software de gerenciamento de energia distribuirá a energia gerada entre os diferentes setores do Tribunal, priorizando o consumo crítico (centros de votação, servidores de dados eleitorais, etc.) e armazenando o excedente em baterias de reserva quando necessário.
- Compensação e balanceamento: a energia excedente será injetada na rede da concessionária mediante acordo de compensação, enquanto déficits temporários serão supridos por energia da rede convencional, garantindo continuidade operacional sem interrupções.
- Monitoramento de desempenho: relatórios mensais de geração e consumo serão comparados com a meta anual de cobertura total, possibilitando a correção de eventuais desvios e a otimização da operação.
Com essa arquitetura integrada, a combinação da nova usina e da unidade já existente cria um sistema resiliente e autossustentável, assegurando que todas as atividades do TSE, inclusive as fases críticas das eleições de 2026, sejam alimentadas exclusivamente por energia solar.
Repercussões para as eleições de 2026
Alcançar 100 % de energia solar nas urnas de 2026 representa um marco histórico para a democracia brasileira. Ao garantir que todo o consumo elétrico do processo eleitoral seja proveniente de fontes limpas, o TSE envia ao eleitorado uma mensagem clara de que a integridade do voto pode caminhar lado a lado com a responsabilidade ambiental.
Os principais impactos são:
- Legitimidade reforçada: a neutralidade energética elimina a dependência de fontes fósseis, reduzindo vulnerabilidades e reforçando a confiança de eleitores e candidatos na lisura do processo.
- Visibilidade internacional: ser a primeira eleição nacional a operar integralmente com energia solar coloca o Brasil na vanguarda das práticas eleitorais sustentáveis, atraindo atenção positiva de organismos globais e investidores.
- Inspiração para outras instituições: a iniciativa cria um precedente que pode ser replicado por órgãos públicos, empresas e municípios, impulsionando a transição verde em todo o país.
- Redução da pegada de carbono: ao eliminar a queima de combustíveis fósseis durante o período eleitoral, evita‑se a emissão de milhares de toneladas de CO₂, contribuindo diretamente para as metas climáticas nacionais.
- Economia a longo prazo: a energia solar, ao ser produzida localmente, diminui a dependência de tarifas variáveis e protege o orçamento eleitoral de flutuações no preço da energia convencional.
- Inovação tecnológica: a operação de um sistema totalmente solar demonstra a viabilidade de integrar fontes renováveis em infraestruturas críticas, estimulando pesquisas e desenvolvimento de soluções ainda mais eficientes.
Em síntese, a escolha por energia 100 % solar nas eleições de 2026 não é apenas um gesto simbólico; é um passo concreto que alinha a democracia brasileira aos princípios de sustentabilidade, modernização e responsabilidade social, enviando ao eleitorado a certeza de que o futuro do país será construído com consciência ambiental e inovação tecnológica.
Potencial de replicação e futuro da energia solar institucional
O acordo firmado entre o Tribunal Superior Eleitoral, a Companhia Energética de Brasília e a Terracap estabelece um modelo de parceria público‑privada que pode ser adotado por demais órgãos da administração pública. Ao definir responsabilidades claras – desde a concepção e construção da infraestrutura solar até a gestão da energia gerada – o documento cria um roteiro prático para que outras instituições reproduzam a iniciativa sem a necessidade de desenvolver um projeto do zero.
Essa abordagem está em sintonia com a crescente agenda de descarbonização no setor governamental, que tem sido impulsionada por políticas nacionais de redução de emissões e por compromissos internacionais de sustentabilidade. A adoção de energia solar em escala institucional permite que os órgãos públicos reduzam significativamente sua pegada de carbono, contribuindo para o cumprimento de metas climáticas e para a melhoria da qualidade do ar nas áreas urbanas.
- Modelo replicável: o acordo demonstra como a combinação de recursos financeiros, expertise técnica e infraestrutura existente pode ser estruturada em contratos de longo prazo, facilitando a expansão da geração solar em diferentes esferas de governo.
- Alinhamento com tendências de descarbonização: ao priorizar fontes renováveis, as instituições públicas avançam na transição energética, reduzindo a dependência de fontes fósseis e fortalecendo a resiliência do sistema elétrico nacional.
- Benefícios estratégicos:
- Redução de custos operacionais ao longo do tempo, graças à energia produzida localmente.
- Maior segurança energética, já que a geração própria diminui a vulnerabilidade a interrupções externas.
- Visibilidade institucional positiva, reforçando o compromisso do Estado com a inovação e a sustentabilidade.
- Escalabilidade: o framework pode ser adaptado a diferentes realidades – desde prefeituras e ministérios até universidades e hospitais – permitindo que cada entidade ajuste a capacidade instalada de acordo com seu perfil de consumo.
- Fomento a novos negócios: a demanda crescente por projetos solares em âmbito público cria oportunidades para empresas do setor, estimulando a cadeia produtiva nacional e gerando empregos qualificados.
Em síntese, o acordo serve como um catalisador para que a energia solar se torne um elemento central da estratégia de sustentabilidade das instituições públicas, pavimentando o caminho para uma administração mais verde, eficiente e preparada para os desafios climáticos do futuro.

