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Propostas para a energia solar no Brasil: Eleições 2026

Propostas para a energia solar no Brasil: Eleições 2026

Capacidades instaladas de energia solar no Brasil

O setor solar brasileiro tem experimentado um crescimento acelerado nos últimos anos, impulsionado por políticas de incentivo, redução de custos de equipamentos e maior interesse do mercado em fontes limpas. Esse dinamismo se reflete nas duas principais categorias de geração:

  • GC Solar (Geração Centralizada): 22,71 GW de capacidade instalada, representando um aumento significativo em relação aos números de anos anteriores.
  • GD Solar (Geração Distribuída): 50,47 GW de capacidade instalada, evidenciando a forte adesão de consumidores residenciais, comerciais e industriais ao modelo de geração própria.

Somando ambas as modalidades, o Brasil já ultrapassa os 73 GW de energia solar conectada à rede, posicionando‑se como um dos mercados de maior crescimento no mundo. Essa expansão tem sido acompanhada por iniciativas como a compra de energia solar por grandes corporações (por exemplo, o projeto da Google em uma antiga mina de carvão) e projetos de eletrificação de comunidades indígenas no Amapá, reforçando o papel estratégico da energia solar no futuro energético do país.

Calendário eleitoral e prazo para decisões

O primeiro turno das eleições presidenciais está marcado para 4 de outubro de 2026. Falta exatamente um mês da publicação deste artigo para que eleitores, investidores e o setor de energia acompanhem e avaliem as propostas dos 12 presidenciáveis analisados pelo Canal Solar.

Com o calendário tão próximo, a urgência em monitorar as posições sobre:

  • Regulação de tarifas e o projeto de lei que limita aumentos na conta de luz;
  • Metas da ABEEólica para redução de curtailment;
  • Atuação do grupo de trabalho da ANEEL nas usinas de geração distribuída;
  • Iniciativas de energia solar em projetos sociais e corporativos.

Decisões tomadas agora podem influenciar diretamente o ambiente regulatório e os investimentos que o país precisará para ampliar sua matriz renovável nos próximos anos. Não perca o ritmo: acompanhe diariamente as atualizações e compare as propostas antes do dia 4 de outubro.

Propostas de renováveis e energia solar dos presidenciáveis

Augusto Cury (Avante) propõe a criação do PENER‑BR (Programa de Energias Renováveis do Brasil), um plano nacional destinado a ampliar a participação de fontes renováveis, com ênfase especial na energia solar, e a transformar o modelo de geração e distribuição de energia no país.

Outros candidatos também apresentaram ideias voltadas ao crescimento da energia solar:

  • Clariana Barão (DC) – sugere a ampliação de linhas de crédito específicas para micro e pequenas empresas que adotem sistemas fotovoltaicos.
  • Flávio Bolsonaro (PL) – defende a simplificação dos processos de autorização para instalação de geração distribuída.
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – propõe incentivos fiscais para projetos solares em áreas rurais e comunidades vulneráveis.
  • Ronaldo Caiado (PSD) – pretende criar um fundo de apoio à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias solares de alta eficiência.
  • Romeu Zema (Novo) – destaca a necessidade de parcerias público‑privadas para acelerar a implantação de usinas solares de grande porte.

Essas iniciativas, ainda que em fase de concepção, apontam para um consenso crescente entre os presidenciáveis: a energia solar deve ocupar papel central na transição energética do Brasil.

Iniciativas legislativas e regulatórias relevantes

Nos últimos meses, três frentes de ação têm se destacado no debate sobre a modernização e a segurança do setor elétrico brasileiro.

  • Projeto de lei que proíbe aumentos na conta de luz acima da inflação – A proposta estabelece que as distribuidoras não podem aplicar reajustes tarifários superiores ao índice de inflação oficial. Caso o teto seja ultrapassado, o texto prevê a suspensão imediata dos contratos da empresa infratora, garantindo proteção ao consumidor e incentivando a eficiência operacional das concessionárias.
  • Agenda da ABEEólica para reduzir o curtailment – A Associação Brasileira de Energia Eólica definiu metas anuais progressivas para diminuir os cortes de geração (curtailment) nas usinas eólicas. Entre as ações previstas estão a ampliação de linhas de transmissão, a otimização de procedimentos de despacho e a negociação de acordos de compra de energia que priorizem a disponibilidade da energia eólica no mercado.
  • Grupo de trabalho da ANEEL sobre usinas de geração distribuída instaladas à revelia – A Agência Nacional de Energia Elétrica criou um grupo de trabalho coordenado para mapear e investigar instalações de geração distribuída (GD) que foram realizadas sem a devida autorização regulatória. O objetivo é regularizar o parque GD, garantir a qualidade da energia injetada na rede e evitar distorções no planejamento do sistema elétrico.

Tendências de mercado e projetos de energia solar

A cada 6 segundos, um brasileiro busca por energia solar no Google. Esse ritmo de consulta demonstra um interesse crescente da população em fontes limpas e indica um potencial de expansão ainda maior para o setor fotovoltaico no país.

  • Google e a transição de carvão para sol: a gigante de tecnologia anunciou a compra de energia proveniente de uma usina solar construída em uma antiga mina de carvão. O acordo representa um marco na substituição de fontes fósseis por renováveis e reforça a tendência de grandes corporações investirem diretamente em projetos de geração limpa.
  • Kits fotovoltaicos nas aldeias indígenas do Amapá: um programa piloto está instalando kits solares em comunidades indígenas da região, permitindo a eletrificação de oficinas comunitárias e a geração de renda local. Além de melhorar a qualidade de vida, a iniciativa cria modelos replicáveis de energia descentralizada em áreas remotas.
  • Expansão do mercado de geração distribuída: o aumento das buscas e a visibilidade de projetos de grande porte têm impulsionado o surgimento de novos players no segmento de geração distribuída, que oferecem soluções sob medida para residências, pequenos comércios e cooperativas.
  • Financiamento e linhas de crédito verdes: bancos e instituições financeiras têm ampliado linhas de crédito específicas para instalação de sistemas fotovoltaicos, reduzindo barreiras de custo e facilitando a adoção da energia solar por consumidores finais.